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Por que algumas pessoas são mais flexíveis que outras?

  • há 3 minutos
  • 5 min de leitura
flexibilidade

Você já percebeu que algumas pessoas conseguem encostar facilmente as mãos no chão ou realizar movimentos amplos com naturalidade, enquanto outras sentem dificuldade até em alongamentos simples?

A diferença de flexibilidade de uma pessoa para a outra é algo muito comum. As razões são uma combinação de fatores genéticos, estruturais, comportamentais e neurológicos.


Neste artigo, você vai entender por que algumas pessoas são mais flexíveis que outras e o que pode ser feito para melhorar a sua amplitude de movimento.


O que é flexibilidade?

Flexibilidade é a capacidade que músculos e articulações têm de realizar movimentos com boa amplitude, sem dor ou restrições.


Sendo assim, a amplitude de movimento está diretamente relacionada à mobilidade e à qualidade de movimento, impactando desde atividades físicas até tarefas simples do dia a dia.


Mais flexibilidade = mais anos de vida

A flexibilidade, medida pela amplitude de movimento das articulações, está associada a um menor risco de morte prematura, de acordo com um estudo publicado em no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports. Ainda de acordo com o estudo, o índice de flexibilidade nas mulheres é, em média, 35% maior do que nos homens. Vamos entender melhor essa diferença ao longo do artigo.


Por que algumas pessoas têm mais flexibilidade?


A resposta para essa pergunta é complexa, já que a flexibilidade é depende de múltiplos fatores.


1. A influência da fáscia


A fáscia — tecido que envolve músculos e outras estruturas — tem papel fundamental na mobilidade.

Estudos mostram que alterações na espessura e rigidez da fáscia estão associadas à redução da amplitude de movimento. Em outras palavras, uma fáscia mais rígida pode dificultar o alongamento. Portanto, mesmo que a pessoa pratique atividades físicas, incluindo àquelas para melhorar a flexibilidade, pode ter dificuldade em melhorar a amplitude de movimento.


2. Genética e características individuais


A ciência já identificou que fatores genéticos influenciam a flexibilidade.

Algumas pessoas apresentam maior elasticidade nos tecidos e maior mobilidade articular naturalmente, o que favorece desempenho em atividades como dança, yoga e ginástica.

Isso explica por que, mesmo com treino semelhante, indivíduos podem apresentar níveis muito diferentes de flexibilidade.


3. Adaptações do sistema nervoso


Um fator pouco conhecido, mas extremamente importante, é o papel do sistema nervoso.

Estudos indicam que parte do ganho de flexibilidade ocorre não apenas por mudanças no músculo, mas pela maior tolerância ao alongamento. Ou seja, o corpo “aprende” a permitir maior amplitude de movimento com o tempo.

 

4. Hábitos posturais


A forma como você usa seu corpo diariamente tem grande impacto. Dessa maneira, posturas inadequadas, sedentarismo e movimentos repetitivos podem levar ao encurtamento muscular, reduzindo a flexibilidade ao longo do tempo.


5. Fases de crescimento e histórico corporal


Durante os estirões de crescimento, especialmente na infância e adolescência, o corpo passa por mudanças rápidas. Assim, se nessa fase não houver um estímulo adequado para melhorar a flexibilidade, podem ocorrer encurtamentos musculares que irão se estender ao longo da vida.


6. Tipo de atividade física


Você sabia que o corpo se adapta ao estímulo que recebe? Esportes como musculação, corrida e lutas podem, em alguns casos, favorecer o aumento de rigidez muscular quando não são acompanhados de trabalho de mobilidade.

Por outro lado, práticas como Pilates, yoga e dança tendem a estimular maior amplitude de movimento.


Homens são menos flexíveis que mulheres?


De forma geral, sim — mas com uma explicação importante. Estudos mostram que, em média, mulheres apresentam maior flexibilidade do que homens. Essa diferença não está apenas no comportamento ou no treino, mas principalmente em fatores biológicos.


O estrogênio, por exemplo, influencia diretamente a elasticidade dos tecidos, tornando ligamentos, tendões e fáscia mais maleáveis. Já os homens tendem a apresentar maior massa muscular e maior rigidez musculotendínea, o que pode dificultar o alongamento.


Além disso, há diferenças na resposta do sistema nervoso: homens costumam ter menor tolerância ao desconforto do alongamento, o que limita a amplitude de movimento antes mesmo de atingir o limite estrutural.

Outro ponto relevante são as diferenças anatômicas, como a estrutura da pelve e das articulações, que também favorecem maior mobilidade nas mulheres.


Ainda assim, é importante destacar: essas são diferenças médias populacionais. A flexibilidade pode ser desenvolvida em qualquer pessoa com estímulo adequado.


O que dizem os estudos sobre flexibilidade?


A literatura científica é clara: a flexibilidade não depende apenas de alongar mais. Pesquisas mostram que fatores como a rigidez da fáscia, a predisposição genética e as adaptações do sistema nervoso influenciam diretamente a mobilidade.


Além disso, o corpo responde ao tipo de estímulo recebido ao longo da vida — o que explica por que algumas pessoas têm mais dificuldade para se alongar, mesmo praticando exercícios regularmente.


É possível melhorar a flexibilidade?


Sim — e esse é um ponto fundamental. Mesmo que exista uma predisposição individual, a flexibilidade pode ser desenvolvida com estímulos adequados e consistentes.


Segundo a fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em Saúde Postural, Dores Crônicas, RPG, Pilates e Liberação Miofascial, há inúmeros recursos que podem ser usados para melhorar a amplitude de movimento.

“Primeiramente, precisamos avaliar o paciente para identificar as causas da falta de flexibilidade. A partir disso, traçamos um plano terapêutico. Por exemplo, uma pessoa que apresenta posturas inadequadas precisa de correção postural, além do aumento da consciência corporal para manter uma boa postura”, comenta Walkíria.


“Normalmente, o paciente apresenta encurtamentos musculares que também precisam ser corrigidos. Em outros casos, podemos usar a liberação miofascial e o alongamento de cadeias musculares para corrigir a postura e melhorar a amplitude de movimento. Vale reforçar que os alongamentos devem ser feitos diariamente pelo paciente e não apenas durante as sessões”, ressalta Walkíria.


“Após o tratamento, recomendo fortemente que o paciente adote uma atividade física que trabalhe a flexibilidade, como o Pilates, danças, ioga. Naturalmente, é importante mudar alguns hábitos que podem prejudicar, especialmente a postura, para evitar novos encurtamentos musculares”, finaliza a fisioterapeuta.


Conclusão


A flexibilidade é o resultado de uma combinação complexa de fatores que envolvem estrutura corporal, sistema nervoso, hábitos e histórico de vida. Os estudos atuais são claros: a flexibilidade está associada a um menor risco de morte prematura. Além disso, uma boa amplitude de movimento é crucial para manter a autonomia e a qualidade de vida ao longo do processo natural do envelhecimento.


O caminho mais eficiente para melhorar e manter uma boa amplitude de movimento é investir em um trabalho individualizado, com orientação profissional, respeitando as particularidades do seu corpo.


A Clínica Walkíria Brunetti – Fisioterapia e Pilates está localizada no Campo Belo, zona sul da cidade de São Paulo.

 

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Matéria produzida pela jornalista

Leda Maria Sangiorgio

MTB 30.714

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