Fascite plantar: o que é, sintomas, causas e como a fisioterapia pode ajudar
- há 5 horas
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Sentir dor no calcanhar logo ao dar os primeiros passos do dia não é normal — e pode ser um sinal de fascite plantar, uma das principais causas de dor nos pés em adultos. O problema pode surgir de forma gradual e, quando não tratado corretamente, pode comprometer atividades simples como caminhar, trabalhar ou praticar exercícios.
A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível aliviar a dor, recuperar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida.
O que é fascite plantar?
A fascite plantar é uma condição causada pela inflamação e degeneração da fáscia plantar, uma faixa de tecido fibroso que se estende do calcanhar até a parte da frente do pé.
Essa estrutura funciona como uma espécie de “amortecedor natural”, ajudando a sustentar o arco plantar e a absorver o impacto durante a caminhada e outras atividades do dia a dia.
Segundo a fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em Dores Crônicas e Saúde Postural, a fáscia plantar é constantemente exigida durante os movimentos.
“Durante a caminhada, especialmente na fase de impulso do passo, a fáscia sofre compressões e movimentos repetitivos de tração. Com o excesso de sobrecarga, podem surgir microlesões e um processo degenerativo no tecido”, explica.
Quais são os principais sintomas da fascite plantar?
O sintoma mais comum é a dor no calcanhar, principalmente:
Ao levantar-se da cama pela manhã;
Nos primeiros passos do dia;
Após longos períodos em pé;
Depois de permanecer muito tempo sentado;
Após caminhadas ou exercícios físicos.
Muitos pacientes descrevem uma sensação de “fisgada” ou dor intensa logo no início da caminhada, que pode melhorar após alguns minutos de movimento — mas voltar ao longo do dia.
Em alguns casos, também pode haver:
Sensibilidade ao toque no calcanhar;
Rigidez nos pés;
Dificuldade para caminhar;
Desconforto após atividades físicas.
O que causa a fascite plantar?
A origem da fascite plantar é multifatorial, ou seja, diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
Entre as principais causas estão:
Sobrecarga e esforços repetitivos;
Longos períodos em pé;
Excesso de impacto nos pés;
Corridas e atividades de alto impacto;
Sobrepeso e obesidade;
Traumas na região dos pés;
Uso de calçados sem apoio para o arco plantar, como sapatilhas, rasteirinhas, chinelos etc.
Além disso, algumas alterações biomecânicas aumentam o risco de fascite plantar.
Tipos de pés e alterações na pisada podem influenciar
De acordo com Walkíria, pessoas com pé plano ou pé cavo possuem maior predisposição ao problema.
“O pé plano aumenta a tensão na fáscia plantar. Já o pé cavo reduz a capacidade de absorção de impacto, concentrando mais carga no calcanhar”, explica.
Alterações na pisada, como pronação ou supinação excessiva, também podem gerar sobrecarga na região.
Outro fator importante é o encurtamento muscular, especialmente da panturrilha e da cadeia posterior das pernas, que modifica a biomecânica da caminhada e aumenta a tensão nos pés.
Quem tem mais risco de desenvolver fascite plantar?
A fascite plantar pode afetar homens e mulheres, sendo mais comum entre os 40 e 70 anos. Estima-se que cerca de 1 em cada 10 pessoas desenvolverá o problema ao longo da vida. Os grupos de maior risco incluem:
Corredores e praticantes de esportes de impacto;
Pessoas acima do peso;
Idosos;
Profissionais que passam muitas horas em pé;
Pessoas com alterações posturais ou biomecânicas.
O cuidado com os calçados faz diferença
O uso frequente de calçados inadequados é um dos principais fatores associados à dor nos pés.
Chinelos de dedo, rasteirinhas, sapatilhas e sapatênis costumam oferecer pouco suporte ao arco plantar, favorecendo a sobrecarga da fáscia.
“Esses calçados não oferecem sustentação adequada para os pés. Com o tempo, isso pode gerar sobrecarga e aumentar o risco de lesões na fáscia plantar”, alerta a fisioterapeuta.
Os saltos altos também merecem atenção, já que podem contribuir para o encurtamento da musculatura posterior e da própria fáscia plantar.
Qual o melhor tipo de calçado?
O ideal é optar por modelos confortáveis, com:
Bom amortecimento;
Suporte para o arco plantar;
Solado estável;
Palmilhas anatômicas.
Para quem usa salto diariamente, a recomendação é escolher modelos entre 3 e 4 cm, preferencialmente das linhas de conforto.
Já os chinelos devem ser usados apenas por períodos curtos. Uma alternativa mais segura são os modelos ortopédicos, que oferecem melhor apoio para os pés.
Como a fisioterapia ajuda no tratamento da fascite plantar?
A fisioterapia desempenha um papel fundamental tanto no alívio da dor quanto na recuperação funcional do paciente.
O tratamento é individualizado e começa com uma avaliação detalhada para identificar as causas e fatores que contribuíram para o desenvolvimento da fascite.
Na fase inicial, o foco é controlar a dor e a inflamação. Para isso, podem ser utilizados recursos como:
Eletroterapia;
Ultrassom terapêutico;
Termoterapia;
Técnicas manuais;
Liberação miofascial;
Laser ILIB.
Após a melhora do quadro agudo, o tratamento evolui para exercícios específicos.
Exercícios e correção biomecânica
A fisioterapia também trabalha:
Alongamento da panturrilha e da cadeia posterior;
Fortalecimento muscular;
Correção da pisada;
Melhora da mobilidade;
Reeducação da marcha;
Ajustes posturais.
“Quando reduzimos a dor e a inflamação, começamos a atuar diretamente nos encurtamentos musculares, na flexibilidade e na biomecânica da caminhada. Isso é essencial para evitar que o problema volte”, destaca Walkíria.
Em alguns casos, o uso de palmilhas e órteses pode ser indicado para melhorar a distribuição da carga nos pés.
Fascite plantar tem cura?
Na maioria dos casos, a fascite plantar apresenta boa evolução com tratamento conservador.
Estudos mostram que cerca de 75% dos pacientes melhoram em até 12 meses com acompanhamento adequado, mudanças de hábitos e fisioterapia.
No entanto, por ser uma condição degenerativa, a fascite plantar pode apresentar períodos de melhora e piora, especialmente quando os fatores de sobrecarga não são corrigidos. Por isso, cuidar da saúde dos pés, usar calçados adequados e tratar precocemente os sintomas faz toda a diferença.
A Clínica Walkíria Brunetti – Fisioterapia e Pilates está localizada no Campo Belo, zona sul da cidade de São Paulo.
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