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Pesquisa aponta que 65% das crianças e adolescentes tem vícios de postura






Problemas de postura na vida adulta costumam ser resultado dos maus hábitos posturais na infância


Um estudo recente apontou que 6 em cada 10 crianças e adolescentes adotam posturas inadequadas no dia a dia, principalmente nas atividades escolares. O estudo foi realizado na China com 595.057 meninos e meninas com idade média de 12 anos.


Os pesquisadores concluíram que as más posturas adotadas na infância são responsáveis por diversos problemas no sistema musculoesquelético na adolescência e na vida adulta, sendo os principais os desvios da coluna - escoliose, hiperlordose e hipercifose.


Segundo Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em RPG e Pilates, há diversas razões para a instalação desses vícios posturais nessa população. “Podemos citar entre alguns fatores de risco a redução do nível de atividade física, a obesidade e o sobrepeso, a sobrecarga das mochilas escolares, a assimetria das alças dessas mochilas, a forma de colocar e tirar as mochilas das costas, muitas horas de estudo na posição sentada e o aumento do uso de aparelhos eletrônicos”.


Má postura na hora errada


“A razão desses vícios posturais que surgem na infância evoluírem para problemas musculoesqueléticos na vida adulta é eles se instalam numa fase crucial do desenvolvimento postural. Essa fase progride por meio de uma série de etapas como

estirões de crescimento, desenvolvimento do equilíbrio, coordenação e estabilidade postural que ocorrem justamente na idade escolar”, explica Walkíria.


A interferência desses fatores de risco nessa fase do desenvolvimento da postura é determinante para gerar problemas futuros, principalmente os desvios da coluna e problemas nos membros inferiores. “Além da má postura, quando estão sentadas as crianças costumam adotar estratégias adaptativas para alguns movimentos se tornarem mais confortáveis”, cita Walkíria.


Além do peso

Em geral, o peso das mochilas é sempre maior do que o limite recomendado: até 10% do peso corporal. “Para além disso, a forma de carregar a mochila quase sempre é inadequada. É comum vermos crianças carregarem em um ombro só, por exemplo. Outro aspecto que chama a atenção é assimetria nas alças das mochilas escolares. Na maioria das vezes as alças são ajustadas para ficar curtas e isso leva a um desequilíbrio muscular importante da região dos ombros”, aponta Walkíria.


Quanto mais cedo melhor


Os problemas posturais podem causar alguns sinais e sintomas. “Os pais podem prestar atenção em alguns indícios como ombros curvados, barriga muito saliente, joelhos flexionados durante a marcha ou na posição em pé, cabeça muito para frente do pescoço ou pendendo para frente, queixas constantes de dores nas costas, cansaço muscular e dores de cabeça”, alerta Walkíria.


Walkiria recomenda que os pais – ao notarem esses sinais- devem procurar um especialista. “O primeiro passo é investigar por que a criança adota uma postura incorreta em determinada posição ou movimento. Um dos principais motivos é o encurtamento muscular, muito comum em crianças mais sedentárias”.


Correção da postura


Corrigir verbalmente a criança ou colocá-la num esporte não são estratégias assertivas para melhorar a postura. Dependendo do esporte pode agravar as dores e outros incômodos.


“A correção da postura precisa ser feita por um fisioterapeuta, preferencialmente especializado em Reeducação Postural Global (RPG). Nós precisamos entender por que a criança adota posturas incorretas. O tratamento visa dar a criança a referência do que é normal, pois muitas vezes ela não tem essa percepção de qual é a postura adequada para determinados movimentos”, reforça Walkíria.

O que fazer com a mochila?

Sem dúvidas, as mochilas escolares são responsáveis por boa parte dos problemas posturais. Por isso, é imprescindível analisar o que pode ser feito para reduzir o peso que a criança carrega. Além disso, os pais devem orientar os filhos sobre o modo correto de carregar a mochila.

“A mochila mais adequada é a de rodinhas. Para reduzir o peso, os pais podem conversar com a escola para avaliar quais materiais podem permanecer em classe, por exemplo. Outra providência é reduzir o tempo da criança em frente às telas e incentivar o aumento da atividade física para tirar essa criança do sedentarismo”, aponta Walkíria.

Contudo, quando falamos em atividades físicas é preciso reforçar que esportes como ballet e natação não corrigem a postura e, dependendo do vicio de postura instalado, podem agravar a situação. Portanto, o primeiro passo é reeducar e educar a criança sobre a postura por meio das técnicas da fisioterapia.


“Após a alta do tratamento as atividades e esportes são bem-vindos. Hoje temos o Pilates Kids que pode ser feito a partir dos 6 anos, sem contraindicações. O método atua no fortalecimento muscular, na melhora da postura, do equilíbrio, da coordenação motora, bem como aumenta a consciência corporal de forma mais permanente que os esportes mais tradicionais”, finaliza Walkíria.


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