A importância da fisioterapia no tratamento da fibromialgia


A fibromialgia, doença de origem desconhecida e caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas onde predominam dores generalizadas por todo o corpo, insônia e sensação de cansaço constante, impacta de forma importante na qualidade de vida de quem convive com ela.

Por ser crônica e ainda sem cura, a fibromialgia requer tratamento multidisciplinar, a partir de médico reumatologista prescrevendo medicações analgésicas e afins, psicólogos atuando com suporte comportamental frente às condições físicas e emocionais debilitantes, e fisioterapia trabalhando com medidas preventivas e de contenção das crises dolorosas.

Especificamente na área da fisioterapia, é possível aplicar um arsenal de técnicas à medida das respostas apresentadas por cada indivíduo, tais como:

- Eletroterapia (ultrassom, laser de baixa intensidade) - que age como analgésico e anti-inflamatório, melhorando a circulação local e deixando a musculatura mais flexível na região dolorosa.

- Acupuntura ou acupuntura auricular - que também atua na analgesia e ainda oferece melhora da circulação energética de todo o organismo, por meio do reequilíbrio dos pontos dolorosos estagnados pela dor e pelo processo inflamatório.

- Pilates – que atua no fortalecimento e alongamento muscular, sendo que o primeiro ajuda na estabilidade articular e o segundo aumenta a flexibilidade, gerando sensação de mais leveza e conforto na movimentação.

Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, é comum que as pessoas com dor ofereçam mais resistência a se movimentar, mas é importante insistir porque o tratamento irá repercutir de forma muito positiva posteriormente. “Eu recebo diversas pessoas com dificuldade em realizar os exercícios, mas à medida que começamos a trabalhar com a mobilidade, algumas vezes até com exercícios pendulares, e seguirmos com os exercícios de resistência, já vemos grande melhora do quadro de dor e de desconforto ao final da sessão”.

A especialista também explica a importância dos exercícios aeróbicos, que produzem no cérebro o hormônio chamado serotonina, responsável por regular a ansiedade e a depressão, melhorar o humor, e regular o sono – bastante comprometido nos fibromiálgicos.

“Para a prevenção das crises é importante que o indivíduo faça exercícios aeróbicos, de força, além de alongamento muscular, sempre com carga de leve para moderada, que deve ser ajustada aos poucos, à medida do aumento da resistência e da capacidade de cada um”, explica a fisioterapeuta.

Para obter bons resultados, é importante manter uma frequência de atividades/sessões de duas a três vezes por semana, sem interrupção, uma vez que ao parar o tratamento fisioterápico, os ganhos se perdem.

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