Neuroma de Morton - o que é, sintomas e como a fisioterapia pode aliviar a dor
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Dor na parte da frente do pé, sensação de estar pisando em uma pedra ou pequenos choques entre os dedos podem ser sinais do neuroma de Morton. Apesar do nome, essa condição não é um tumor. Trata-se de um espessamento do tecido ao redor de um dos nervos dos dedos do pé, causado principalmente por compressão e irritação repetitiva.
O problema é mais comum entre o terceiro e o quarto dedos e pode dificultar atividades simples, como caminhar, correr ou permanecer muito tempo em pé.
PrevalênciaEstima-se que o neuroma de Morton afete entre 30% e 50% das pessoas em algum momento da vida, sendo mais comuns em mulheres e em adultos de meia-idade.
Quem tem mais risco?Mulheres entre 40 e 60 anos, especialmente aquelas que usam calçados de salto alto ou com bico estreito, com muita frequência.
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Quais são os sintomas do neuroma de Morton?
Os sintomas costumam surgir de forma gradual e podem incluir:
Dor em queimação na região anterior do pé;
Sensação de choque ou formigamento nos dedos;
Dormência nos dedos próximos ao nervo afetado;
Sensação de estar pisando sobre uma bolinha, dobra da meia ou pequena pedra dentro do calçado;
Piora da dor ao usar sapatos apertados ou de salto alto e melhora ao retirar o calçado e massagear o pé.
O que causa o neuroma de Morton?
A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas estudos mostram que a compressão repetitiva do nervo é o principal mecanismo envolvido. Alguns fatores aumentam o risco, como:
Uso frequente de calçados estreitos ou de salto alto;
Atividades de impacto, como corrida;
Alterações biomecânicas do pé;
Sobrecarga na região anterior do pé;
Algumas deformidades, como joanete ou dedos em garra.

Como a fisioterapia ajuda no tratamento?
Na maioria dos casos, o tratamento começa de forma conservadora, e a fisioterapia tem papel fundamental no controle da dor e na recuperação da função do pé.
Após uma avaliação individual, o fisioterapeuta pode utilizar estratégias como:
Exercícios para melhorar a mobilidade do pé e dos dedos;
Alongamentos da panturrilha e da fáscia plantar, reduzindo a sobrecarga na região;
Fortalecimento da musculatura dos pés e tornozelos;
Terapia manual para melhorar a mobilidade das articulações e tecidos;
Treinamento da marcha e da distribuição de cargas durante a caminhada;
Orientação sobre os calçados mais adequados para reduzir a compressão do nervo;
Uso de ultrassom, laser ILIB e outros equipamentos para melhorar a dor e reduzir a inflamação;
Além disso, quando indicado, o uso de palmilhas e apoios metatarsais pode ajudar a redistribuir a pressão sobre o antepé, diminuindo a irritação do nervo.
O neuroma de Morton tem cura?
Muitas pessoas apresentam melhora significativa dos sintomas com o tratamento conservador, principalmente quando o diagnóstico é realizado precocemente. Quanto mais cedo a sobrecarga sobre o nervo for reduzida, maiores são as chances de controlar a dor e recuperar a qualidade de vida sem procedimentos invasivos.
Quando procurar um fisioterapeuta?
Se a dor na planta do pé persiste por semanas, dificulta a caminhada ou vem acompanhada de formigamento e sensação de choque nos dedos, é importante procurar avaliação profissional.
A fisioterapia não trata apenas os sintomas. Ela busca identificar a causa da sobrecarga, corrigir alterações biomecânicas e reduzir a compressão sobre o nervo, ajudando o paciente a voltar às suas atividades com mais conforto e segurança.
Perguntas frequentes sobre o neuroma de Morton - FAQ
O neuroma de Morton pode desaparecer sozinho?
Em casos iniciais, reduzir a sobrecarga sobre o pé e utilizar calçados adequados pode aliviar os sintomas. No entanto, quando a dor persiste, é importante procurar avaliação, pois o problema tende a se tornar crônico se a compressão do nervo continuar.
Como saber se a dor é um neuroma de Morton?
Os sinais mais característicos são dor na parte da frente do pé, sensação de que há uma pedra dentro do sapato, queimação, formigamento e choques que irradiam para os dedos, principalmente entre o terceiro e o quarto dedos. O diagnóstico é feito pela avaliação clínica e, quando necessário, pode ser complementado por exames de imagem.
Quem tem maior risco de desenvolver neuroma de Morton?
A condição é mais frequente em mulheres entre 40 e 60 anos. Também é mais comum em pessoas que usam sapatos de bico fino ou salto alto com frequência, corredores, praticantes de esportes de impacto e indivíduos com alterações biomecânicas dos pés.
A fisioterapia realmente funciona para o neuroma de Morton?
Sim. A fisioterapia é considerada uma das principais opções de tratamento conservador. O objetivo é reduzir a compressão sobre o nervo, aliviar a dor, melhorar a mobilidade, fortalecer a musculatura dos pés e corrigir alterações na marcha que favorecem a sobrecarga.
Posso continuar fazendo atividade física?
Depende da intensidade dos sintomas. Em muitos casos, é possível manter a prática esportiva com adaptações temporárias, redução da carga e acompanhamento fisioterapêutico. O retorno gradual é feito conforme a melhora da dor.
Quais calçados são mais indicados?
Os mais recomendados são aqueles com bico largo, bom amortecimento e espaço suficiente para os dedos. Calçados muito apertados ou de salto alto aumentam a compressão sobre o nervo e podem piorar os sintomas.
O neuroma de Morton pode voltar?
Sim. Se os fatores que causaram a compressão do nervo não forem corrigidos, como o uso de calçados inadequados ou alterações na biomecânica da marcha, os sintomas podem retornar. Por isso, o tratamento fisioterapêutico também busca prevenir novas crises.
Caminhar piora o neuroma de Morton?
Nem sempre. Caminhadas curtas costumam ser bem toleradas, mas percursos longos, atividades de impacto ou caminhadas utilizando calçados inadequados podem intensificar a dor.
O neuroma de Morton é um tumor?
Não. Apesar do nome "neuroma", essa condição não é um câncer nem um tumor verdadeiro. Trata-se de um espessamento do tecido ao redor do nervo digital plantar causado por irritação e compressão repetitivas.
Quanto tempo leva para melhorar com fisioterapia?
O tempo varia conforme a gravidade do quadro e há quanto tempo os sintomas estão presentes. Muitos pacientes apresentam melhora nas primeiras semanas de tratamento, especialmente quando associam a fisioterapia às mudanças no tipo de calçado e à redução da sobrecarga sobre o pé.
Sobre Walkíria Brunetti – Fisioterapeuta - CREFITO 3 10441-F
Walkíria Brunetti é fisioterapeuta, formada pela PUC-Campinas, com mais de 37 anos de atuação na área de Fisioterapia. Possui Mestrado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Também atuou no Departamento de Fisioterapia Neurológica na Frei Universität de Berlin, na Alemanha.
Walkíria é especializada nas seguintes áreas e técnicas:
Fisioterapia Neurológica Adulto e Infantil
Fisioterapia Ortopédica
Pilates
Reeducação Postural Global (RPG)
Cadeias Musculares (GDS)
Liberação Miofascial – Método Stecco e Método Rolfing
Tratamento da Escoliose – Método Schroth
Método Neuroevolutivo Bobath
Integração Sensorial
Kinesio Taping
A Clínica Walkíria Brunetti – Fisioterapia e Pilates está localizada no Campo Belo, zona sul da cidade de São Paulo. Ligue ou mande uma mensagem para o nosso WhatsApp para mais informações:
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Referências
Matthews BG, Thomson CE, Harding MP, McKinley JC, Ware RS. Treatments for Morton's neuroma. Cochrane Database Syst Rev. 2024 Feb 9;2(2):CD014687. doi: 10.1002/14651858.CD014687.pub2. PMID: 38334217; PMCID: PMC10853972. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38334217/
Munir U, Tafti D, Morgan S. Morton Neuroma. 2023 May 22. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan–. PMID: 29262171. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29262171/










































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