Você já ouviu falar em dor miofascial?

01/10/2020

Responsável por importante limitação funcional, a dor miofascial pode estar atrelada com doenças e disfunções físicas e emocionais.

 

 

 

Quando falamos em dor, especialmente a crônica, devemos considerar a sua alta incidência relacionada com a fáscia, tecido conjuntivo sob a pele que envolve todo o nosso corpo, promovendo o deslizamento dos músculos. É a partir de disfunções presentes nela que temos a chamada dor miofascial.

 

De espessura densa, organizada em forma de lâminas tridimensionais que se entrelaçam, a fáscia desempenha um papel importante na estabilidade das articulações, no armazenamento e liberação de energia para caminhar, correr, saltar, para a coordenação de movimentos, entre outros. Mas quando essas fibras sofrem alterações que afetam a sua capacidade de movimentação, elas desenvolvem aderências com formação de nódulos sob a pele e são eles os desencadeadores de processos dolorosos.

 

Diversas causas podem gerar a dor miofascial, sendo algumas relacionadas a traumas, realização de movimentos repetitivos, condicionamento físico inadequado e stress emocional. Ela também é comum em pessoas com doenças autoimunes que geram processos inflamatórios, como lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica limitada, dermatite, entre outras.

 

Tratamento da dor miofascial

 

 

 

O tratamento da dor miofascial compreende o controle dos processos inflamatórios com suporte de medicamentos prescritos pelo médico e terapia manual de liberação da fáscia por meio de massagem que atua com pressões em pontos estratégicos do corpo, relaxando e alongando os músculos. É uma técnica que deve ser realizada por fisioterapeutas especializados.

 

Pilates e yoga, reconhecidas como grande promotoras de elasticidade, flexibilidade e força muscular também são eficazes não apenas para o tratamento, mas também para a prevenção de disfunções da fáscia.

 

“São atividades que podem ser desenvolvidas em qualquer idade, mas são potencialmente importantes para pessoas acima dos 50 anos, em que os processos degenerativos começam a comprometer a flexibilidade, elasticidade e força”, relata a fisioterapeuta especializada em tratamento da fáscia, Walkiria Brunetti.

 

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