Descubra o segredo para comprar o colchão e o travesseiro certos para você

02/16/2018

 

Você sabia que passa um terço da vida dormindo? Por isso, escolher com atenção o colchão e o travesseiro é fundamental para evitar dores nas costas, no pescoço ou nos quadris. Na verdade, uma boa noite de sono também depende de ter um bom colchão e um bom travesseiro, além claro de adotar as posições corretas na hora de dormir.

 

Mas, com tantas opções no mercado, como escolher o colchão e o travesseiro certos? Inicialmente é preciso levar em conta o peso, a altura e a posição de dormir. Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, quando repousamos por um longo período, há redução do fluxo sanguíneo e isso faz com com que as células nervosas e os sensores de dor na pele enviem mensagens para o cérebro para nos virarmos, justamente para melhorar a circulação do sangue.

 

“Se o colchão causa muita pressão nas costas, quadris e pescoço, a tendência é nos virarmos mais e despertar, portanto, a chance de não ter um sono reparador é maior”. Então, aqui está a primeira dica: escolha um colchão que reduza os pontos de pressão no corpo. Segundo Walkiria, um colchão bom é aquele que dá suporte para a coluna em todos os pontos.

 

Além disso, há um outro segredo: quem sofre com dor no pescoço ou nas costas deve optar por um colchão nem muito mole, nem muito duro. “Basta fazer o teste na loja. Se você se deitar e logo afundar, é mole. Se deitar e sentir muita pressão nos quadris, ombros e nuca, é muito duro”, diz. 

 

Deixe a vergonha de lado

Outra dica importante é testar na loja. “É preciso deitar nele, senti-lo nas mais diversas posições e considerar as características individuais de quem vai usá-lo, como tamanho do pescoço, altura do ombro e do quadril. Veja, ainda, se o material não causa nenhum tipo de incômodo, se não se deforma com facilidade e se as bordas não afundam”, recomenda Walkiria.

 

Outra dica da fisioterapeuta é levar o (a) parceiro (a) para que a escolha seja feita a dois. “Se o peso do casal for muito diferente, o colchão de mola ensacada pode ser uma boa opção, pois ela amortece de forma diferente cada ponto de apoio do corpo –que no caso de quem dorme de lado consiste nos ombros, quadris e joelhos”, explica.

 

A principal dica de Walkiria para evitar as dores nas costas é, ao deitar em um colchão, seja de lado ou de barriga para cima, buscar sempre manter a coluna alinhada. “Por isso, o colchão não deve ser muito mole e ceder com facilidade, pois a bacia não pode ficar muito afundada ou levantada”, explica.

 

A fisioterapeuta reconhece que há estudos que comprovam que dormir de lado é o jeito mais adequado para fugir das dores, já que o corpo mantém uma postura mais alinhada nessa posição, gerando menos tensões musculares. “No entanto, se não der para se adaptar, o ideal é dormir da forma que está acostumado, pois é melhor ter qualidade de sono a interrupções”, fala.

 

Travesseiro: o melhor amigo do pescoço
O travesseiro também é peça chave para evitar as dores, pois ele é responsável por alinhar a curvatura da cervical. “Sem o travesseiro, a cabeça fica pendurada, o que força ainda mais a musculatura. O travesseiro deve ser usado de forma com que a altura se encaixe entre a cabeça e o colchão”, explica Walkiria.
 

 A fisioterapeuta explica que travesseiros muito baixos ou muito altos podem acarretar em dores no pescoço. “Quando a posição dos travesseiros está errada, ele pressiona a musculatura em vez de relaxá-la, o que acarreta dores na cervical e na coluna. O ideal é que o travesseiro ajude a manter a coluna neutra e as vértebras alinhadas”, explica.

 

Também fique atento ao prazo de validade de cada item que costuma ser estipulado pelo fabricante. Na maioria dos casos, os de espuma devem ser trocados a cada cinco anos, enquanto os de mola a cada dez. Já os travesseiros duram, em média, dois anos. “É importante avaliar se o material (tanto do colchão quanto do travesseiro) está afundando ao longo da noite. Essa também é uma boa maneira de identificar se é preciso trocá-los”, recomenda Walkiria.

 

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