APRAXIA DA FALA NA INFÂNCIA


Você já teve um sonho onde ninguém entendia o que você falava e, de repente, você percebeu que nem você mesmo conseguia entender o que estava dizendo? As palavras e os sons que você estava emitindo não eram àqueles que você tinha planejado e processados em seu cérebro e uma forte ansiedade tomou conta de você porque você não conseguia se comunicar, pelo menos não pela fala! Essa é a sensação que uma pessoa com Apraxia da fala sente quando tenta conversar com seus familiares e amigos e não consegue se fazer entender.

Apesar de ser algo normal e corriqueiro, o ato de falar é um algo sofisticado que envolve além de um processo cerebral, também boa parte motora da nossa face, tais como os músculos, o palato, movimentos da língua, entre outros. Todo esse processo envolve a integração de alguns neurotransmissores específicos que uma pessoa com Apraxia não consegue processar de forma completa e coerente.

No entanto, temos que saber que a Apraxia da Fala, ou Dispraxia, está longe de ser um atraso na fala, pelo contrário, é um distúrbio motor, também conhecido como neurológico-funcional, que dificulta a produção dos sons e da fala. Para cada mil crianças que nascem, de três a cinco são diagnosticas com Apraxia da Fala.

Uma pessoa adulta pode começar a apresentar os sintomas da Apraxia após um acidente cerebral (AVC) ou depois de um ferimento cerebral (concussão, traumatismo etc). Contudo, algumas crianças já nascem com esse distúrbio, e neste caso, o diagnóstico muitas vezes demora em ser descoberto.

A Importância do Diagnóstico Precoce

A partir dos dois e três anos de idade quando os pais perceberem que seu filho não está apresentando um desenvolvimento adequado da fala, devem buscar a orientação de um fonoaudiólogo que possua experiência na área de motricidade oral e no tratamento de Apraxia. Talvez será necessário também o encaminhamento para outros profissionais, tais como neuropediatras, terapeutas ocupacionais, psicólogos etc.

O diagnóstico final virá após uma avaliação específica que abranja todos os aspectos da motricidade oral e da linguagem. É importante saber também que alguns sintomas variam de criança para criança, especialmente quando elas apresentam faixas etárias diferentes e diagnósticos tardios. Por isso a importância de uma intervenção precoce através de tratamentos específicos para cada caso.

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