Integração sensorial

06/29/2017

A integração sensorial está presente em nossas vidas desde antes do nosso

nascimento, e se desenvolve conforme interagimos com o ambiente. Entrando em

contato com diversas sensações, nosso Sistema Nervoso Central aprende a processá-

las, organizá-las e transformar este estímulo em uma resposta adequada ao meio.

 

A Desordem no Processamento Sensorial (DPS) pode causar dificuldades para

a criança em entender e assimilar os estímulos do ambiente, processá-los em seu

cérebro e, portanto, dar respostas efetivas ao contexto em que vive, assim como

atividades em que participa.

 

Para a integração sensorial, três sistemas são muito importantes: tátil,

vestibular e proprioceptivo. Assim, é importante estar atento a alguns sinais de alerta

que podem apontar desordens nestes sistemas:

 

Tátil: quando aparenta ter dificuldade em perceber a diferença entre objetos;

não tolera diferentes texturas; evita toques, abraços e beijos; anda na ponta dos pés;

evita atividades que poderá se sujar, se molhar ou que terá que brincar na areia. No

caso da audição, pode ser um sinal de alerta quando a criança coloca a mão nos

ouvidos para evitar sons, quando aparenta ser “desligada, aérea”; ou posiciona o

ouvido na fonte do som. Importante ressaltar que neste caso não estão inclusas as

deficiências auditivas.

 

Vestibular: quando não tolera movimentos diferentes ou mais bruscos; não

gosta de brinquedo de parquinho como escorregador ou balanço; busca muito a

sensação do movimento, sacudindo-se de diversas formas e aparentemente fora de

contexto.

 

Proprioceptivo: quando está frequentemente buscando impacto contra o corpo;

tem dificuldade de perceber e graduar sua própria força; aparenta ser “estabanada”,

tem dificuldades motoras globais ou mais finas; tende a se sujar com frequência.

 

Vale ressaltar outros sinais que podem aparecer no dia-a- dia, como a

dificuldade no planejamento e execução de uma sequência de ações para realizar

uma tarefa, como, por exemplo, o caso das etapas para a alimentação independente,

o vestir-se e o despir-se; e a dificuldade em concentrar-se e de permanecer em uma

atividade.

 

Caso sejam percebidos um ou mais destes sinais de alerta, agende uma

avaliação com um terapeuta qualificado. Sendo identificada a disfunção sensorial, o

profissional irá realizar intervenções utilizando técnicas da Integração Sensorial, na

qual uma “dieta sensorial” é oferecida na medida certa para que a criança possa se

modular e se auto regular, permitindo maior organização desta e de seu sistema

nervoso central e, consequentemente, o aumento de suas habilidades motoras, sua

participação e independência nas atividades.

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